Luva de malha de aço: tamanho certo, manutenção e hora de substituir

Luva de malha de aço sobre tábua de corte branca ao lado de faca de desossa e peça de carne

A luva de malha de aço é o EPI que separa um escorregão de faca de um corte profundo na mão. Mesmo assim, muita equipe usa a luva no tamanho errado, lava de qualquer jeito e só troca quando a malha já abriu. Este guia mostra como medir a mão, o que as fichas técnicas dos fabricantes orientam na limpeza e quais sinais indicam a hora de substituir. Além disso, você vai ver o que a NR-6 e a NR-36 realmente dizem, com os trechos das normas. Em resumo: tamanho certo, limpeza conforme o manual e troca sem atraso.

Neste artigo:

O que é a luva de malha de aço e contra o que ela protege

A luva de malha de aço é formada por pequenos anéis de aço inoxidável entrelaçados, como uma cota de malha. Por isso, a lâmina desliza sobre os anéis em vez de atingir a pele. A ficha técnica de um modelo nacional resume a função: proteção das mãos “contra cortes por facas manuais e objetos cortantes similares”.

Em geral, a luva vai na mão que segura a peça, ou seja, a mão oposta à da faca. É essa mão que fica no caminho da lâmina durante a desossa e o refile. Por esse motivo, existem modelos ambidestros, como a luva de aço inoxidável Starrett vendida pela Portela Indústria.

Mas atenção ao limite do equipamento. A malha foi pensada para a faca manual, e não para máquinas em movimento. Além disso, ela é vazada, portanto não barra líquidos nem produtos químicos. Para esses riscos existem outros modelos, como mostramos no guia de tipos de luva de segurança para cada atividade.

Onde a luva de malha é mais usada

Segundo a Starrett, as aplicações incluem açougues, indústria alimentícia, frigoríficos, restaurantes e supermercados. Em outras palavras, todo posto em que a faca trabalha perto da mão livre. Isso vale para a desossa, para o refile e também para a limpeza de peças no balcão.

Vale lembrar que a luva não trabalha sozinha. Ela faz parte de um conjunto que inclui avental, bota e faca em bom estado, como explicamos no guia de EPIs para açougue.

O que a NR-6 e a NR-36 dizem sobre a luva de malha de aço

Primeiro, um esclarecimento importante. Nenhuma das duas normas cita a luva de malha de aço pelo nome como item obrigatório. O que elas trazem são regras gerais de EPI. Mesmo assim, são essas regras que levam à malha quando o risco é o corte por faca.

A NR-6 lista, no Anexo I, as “luvas para proteção das mãos contra agentes cortantes e perfurantes”. Além disso, o item 6.5.1, alínea c, manda a organização “fornecer ao empregado, gratuitamente, EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento”. A escolha do modelo, portanto, sai da avaliação de riscos de cada empresa. O texto completo está na página da NR-6 no site do Ministério do Trabalho e Emprego.

Já a NR-36 vale para as organizações de abate e processamento de carnes e derivados. No item 36.10.1.3, ela determina que as luvas sejam “compatíveis com a natureza das tarefas, com as condições ambientais e o tamanho das mãos dos trabalhadores”. Também exige que sejam “substituídas, quando necessário, a fim de evitar o comprometimento de sua eficácia”. Tamanho e substituição, portanto, não são capricho: estão no texto da NR-36.

Onde a NR-36 proíbe a luva de malha de aço

Pouca gente sabe, mas a mesma norma veta a malha de aço em algumas máquinas. No Anexo II, o item 1.4.6 trata da área de corte da serra de fita industrial. Ali, a alínea b exige “não utilizar luvas de malha de aço, anticorte ou de material que possibilite agarramento”. Já a alínea a manda manter as mãos a no mínimo 20 cm da fita.

Da mesma forma, o item 1.2.3.6.2 veta “luvas de malha metálica ou luvas reforçadas com arame metálico” na máquina aberta de descourear. No caso da serra, o próprio texto aponta o perigo: o agarramento. A fita em movimento pode prender a malha e puxar a mão.

Esse anexo foi escrito para a indústria. O item 1.4.2 informa que ele não se aplica à serra de fita de açougues, mercearias, bares e restaurantes, tratada no Anexo VII da NR-12.

Para a serra do varejo, a proteção prevista é outra. O item 2.3 desse Anexo VII exige um braço articulado vertical, o empurrador. Segundo o texto, ele “serve para guiar e empurrar a carne e impedir o acesso da mão à área de corte”. Além disso, o mesmo anexo pede anteparos para proteção das mãos nos punhos da mesa móvel e do empurrador.

Ainda assim, o risco de agarramento existe em qualquer serra. Por isso, use o empurrador, siga o manual da sua máquina e tire a luva de malha antes de operar a serra fita.

Como medir a mão e acertar o tamanho

Luva folgada sobra na ponta dos dedos e atrapalha a pega. Luva apertada, por outro lado, cansa a mão e limita o movimento. Por isso, a medida vem antes da compra.

O guia de tamanhos da Niroflex orienta assim:

  1. Meça a circunferência: primeiro, passe a fita métrica em volta da mão inteira, na altura em que o polegar encontra a palma;
  2. Anote em milímetros: em seguida, registre o valor, pois a tabela da marca usa essa unidade;
  3. Some a folga: depois, acrescente pelo menos 5 mm, porque a luva de malha não deve ficar justa;
  4. Considere a luva de baixo: por fim, some mais 2 a 3 mm quando houver luva de tecido por baixo da malha.

O mesmo guia traz um exemplo. Uma mão com 215 mm de circunferência pede a luva grande, de número 3.

Tabela de tamanhos e cor da pulseira (exemplo de um fabricante)

Alguns fabricantes identificam o tamanho pela cor da pulseira. Assim, o encarregado confere de longe se cada pessoa está com a luva certa. Veja o código publicado no guia da Niroflex:

TamanhoNúmeroCor da pulseiraCircunferência da mão
Ultrapequeno00Marrom127 mm
Extrapequeno0Verde152 mm
Pequeno1Branca178 mm
Médio2Vermelha203 mm
Grande3Azul229 mm
Extragrande4Laranja254 mm
Extragrande duplo5Verde-escura279 mm

Atenção: a tabela acima é a publicada pela Niroflex. A grade de tamanhos muda de marca para marca. A luva Starrett, por exemplo, é oferecida nos tamanhos PP, M, G e GG. Já a ficha de um modelo da Volk do Brasil usa a numeração de 6 (EP) a 10 (EG). Portanto, confira sempre a tabela da marca que você vai comprar.

Sinais de que o tamanho está errado

Mesmo com a medida feita, vale conferir o ajuste na mão. Observe estes sinais logo na primeira prova:

  • Sobra de malha na ponta dos dedos: nesse caso, a luva está grande e a pega da peça fica insegura;
  • Dedos que não fecham por completo: aqui a luva está pequena, e a mão cansa cedo;
  • Pulseira que não firma no punho: assim, a luva gira ou escorrega durante o corte;
  • Dificuldade para segurar a faca reserva ou a chaira: por fim, é sinal de que o conjunto precisa ser revisto.

Esse último ponto também está na norma. Para frigoríficos e indústrias de carne, o item 36.8.2 da NR-36 diz que a empunhadura das facas deve ser apropriada “à tarefa, à mão do trabalhador e ao eventual uso de luvas”. Portanto, teste a luva junto com as facas que a equipe usa no dia a dia.

Além disso, a NR-6 (item 6.5.2, alínea f) manda considerar, na seleção do EPI, “a adequação do equipamento ao empregado e o conforto oferecido”. Na prática, isso significa manter mais de um tamanho em estoque. Também vale registrar o tamanho de cada pessoa na ficha de entrega.

Limpeza e higienização: siga a ficha do fabricante

A malha junta gordura, sangue e fragmentos de carne entre os anéis. Por isso, a lavagem faz parte da rotina de fim de turno. Mas o jeito certo de lavar muda de marca para marca, como mostra a comparação abaixo.

FonteO que orienta
Starrett, luva de malha de aço inoxidávelLuva “indicada para lavagem até 50°C”
NR-6, item 6.5.1, alínea fA organização responde pela higienização e pela manutenção periódica, conforme as informações do fabricante
NR-6, item 6.6.1, alínea cO trabalhador responde pela limpeza, guarda e conservação

Repare que os limites de temperatura são diferentes. Logo, não existe uma receita única para todas as luvas. O manual do seu modelo é quem manda. Aliás, a NR-6 obriga o fabricante a vender o EPI com manual em língua portuguesa, incluindo os processos de limpeza e higienização.

Passo a passo de uma ficha técnica

Como exemplo, veja a sequência indicada na ficha da Volk do Brasil. Antes de aplicar, confirme se ela serve para a sua luva:

  1. Molho: primeiro, coloque as luvas sujas em água morna, até 50 °C, como indica a Starrett, com detergente ou sabão neutro por alguns minutos;
  2. Agitação: em seguida, agite as luvas com vigor para soltar as partículas de sujeira;
  3. Escova: depois, use escova de cerdas macias na lavagem;
  4. Água limpa: então, mergulhe a luva repetidas vezes em água limpa e quente;
  5. Enxágue: por fim, enxágue com água morna e deixe escorrer em temperatura ambiente.

A mesma ficha avisa: em caso de sujeira extrema, repita as operações ou troque o EPI. Se a sua luva for Starrett, respeite o limite de lavagem informado pela marca.

Secagem e guarda

Depois de escorrer, a luva precisa secar por completo antes de voltar ao armário. Pendure a peça em local limpo e arejado, longe do chão. Evite também guardar a luva úmida em gaveta fechada ou misturada às facas.

Em ambientes de alimentos, a sanitização segue ainda o procedimento de higiene do estabelecimento, sempre dentro do limite de temperatura do fabricante da luva.

Sinais de desgaste e a hora de substituir

Não existe prazo fixo de uso. A ficha da Volk do Brasil classifica a durabilidade como “indeterminada”. Segundo o documento, ela depende da atividade, do tempo de uso, do material manipulado e dos cuidados do usuário. Desconfie, portanto, de quem promete um número exato de meses.

Atenção: durabilidade não é validade. A mesma ficha informa validade de 5 anos a partir da data de fabricação. Além disso, a NR-6 (item 6.9.2.1.1) manda observar o prazo de validade informado pelo fabricante ao fornecer o EPI. Portanto, confira esse prazo no manual da sua luva.

O que funciona é a inspeção. A mesma ficha manda fazer uma inspeção visual antes de usar o EPI, com atenção a furos, rasgos, descosturas ou sujidade excessiva. Na malha de aço, procure estes sinais:

  • Anel aberto, partido ou faltando: nesse caso, a ponta da faca encontra passagem;
  • Furo ou rasgo na malha: mesmo pequeno, ele tende a crescer com o uso;
  • Pulseira ou fecho que não trava: assim, a luva sai do lugar no meio do corte;
  • Malha deformada: além disso, anéis amassados prendem na peça e incomodam a mão;
  • Sujeira que não sai: por fim, se a lavagem repetida não resolve, a ficha orienta a troca.

O que a norma diz sobre a troca

A NR-6 é direta nesse ponto. Pelo item 6.5.1, alínea g, cabe à organização “substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado”. Já o trabalhador, pelo item 6.6.1, alínea d, deve comunicar quando o EPI estiver danificado ou sofrer qualquer alteração que o torne impróprio para uso.

Na prática, três medidas simples resolvem:

  1. Inspeção no início do turno: primeiro, cada pessoa confere a própria luva contra a luz;
  2. Luva reserva: em seguida, mantenha peças de reposição nos tamanhos da equipe;
  3. Registro da entrega: por fim, anote cada fornecimento em livro, ficha ou sistema eletrônico, como prevê a NR-6.

Outro cuidado vem da própria ficha técnica: manter as unhas aparadas e evitar anéis, pulseiras ou outros adornos. Segundo o fabricante, isso evita o desgaste desnecessário do equipamento.

O que conferir na compra da luva de malha de aço

Antes de fechar o pedido, confira cinco pontos. Eles valem para qualquer marca:

  • Certificado de Aprovação: primeiro, o EPI só pode ser vendido ou usado com a indicação do CA, conforme o item 6.4.1 da NR-6;
  • Marcação na peça: além disso, o item 6.9.3 exige o nome comercial do fabricante ou importador, o lote de fabricação e o número do CA;
  • Manual em português: ele deve trazer uso, manutenção, limpeza, higienização e restrições;
  • Norma de ensaio: a página da Starrett cita a EN 1082-1 e a ISO 13999-1, e a ficha da Volk do Brasil cita a ISO 13999-1;
  • Tamanho: por fim, peça a tabela da marca e compare com a medida de cada mão.

O número do CA pode ser consultado no sistema CAEPI. O acesso fica na página de EPI do Ministério do Trabalho e Emprego. Para o passo a passo, leia o nosso guia sobre como consultar o CA do EPI.

Em caso de dúvida sobre modelo ou tamanho, fale com a equipe pela página de contato.

Luva de malha de aço no tamanho de cada mão da equipe

Meça as mãos, anote os tamanhos e peça o orçamento da luva de aço inoxidável Starrett com a Portela Indústria, no Cabanga, em Recife.

PEDIR ORÇAMENTO DA LUVA →

Perguntas frequentes

Luva de malha de aço é obrigatória por lei?

As normas não citam esse modelo pelo nome. A NR-6 obriga a organização a fornecer gratuitamente ao empregado o EPI adequado ao risco. Logo, é a avaliação de riscos da empresa que define a luva de cada posto. Quando o risco é o corte por faca manual, a malha de aço costuma ser a escolha.

Em qual mão se usa a luva de malha de aço?

Em geral, na mão que segura a peça, ou seja, a oposta à da faca. Por isso, há modelos ambidestros, que servem tanto para destros quanto para canhotos.

Posso usar luva de malha de aço na serra fita?

Não. Para a serra de fita industrial, o Anexo II da NR-36 manda não utilizar luvas de malha de aço, anticorte ou de material que possibilite agarramento. No açougue de varejo, siga o manual da máquina, pois o risco de agarramento é o mesmo.

Pode lavar a luva de malha de aço na máquina?

Depende do fabricante. A ficha da Volk do Brasil, por exemplo, não aconselha a máquina de lavar e indica detergente neutro com escova de cerdas macias. Consulte sempre o manual do seu modelo antes de mudar a rotina.

De quanto em quanto tempo devo trocar a luva?

Não há prazo fixo de uso: a durabilidade depende do uso e dos cuidados, como informa a ficha técnica consultada. Já a validade é informada pelo fabricante e precisa ser respeitada. Portanto, a troca é imediata quando aparecer anel aberto, furo, rasgo ou fecho que não trava.

Onde comprar luva de malha de aço em Recife?

Na Portela Indústria, no Cabanga. A loja trabalha com a luva de aço inoxidável Starrett, além de facas, chairas e outros EPIs para açougue.

Tamanho certo, limpeza em dia e troca sem atraso

Em resumo, a luva de malha de aço só protege de verdade quando três cuidados andam juntos. Primeiro, o tamanho medido na mão de cada pessoa, conferido na tabela da marca. Depois, a limpeza feita conforme a ficha do fabricante, sem improviso de temperatura ou de produto. Por fim, a troca imediata ao primeiro anel aberto, como manda a NR-6. Além disso, lembre que a malha fica fora da serra fita.

Luva certa para a mão de cada profissional: luvas de aço inoxidável na Portela Indústria ou peça pelo WhatsApp (81) 99208-2862.

Portela Indústria

Contato e Horário de Funcionamento — Portela Indústria

Endereço: Av. Sul Gov. Cid Sampaio, 1374 – Cabanga, Recife – PE, 50090-010
Website: portelaindustria.com.br
Telefone: (81) 3447-7033
WhatsApp: (81) 99208-2862
E-mail: contato@portelaindustria.com.br
Horário de Funcionamento: de segunda a sexta, das 8h às 18h

Conecte-se Conosco nas Redes Sociais

Siga-nos no Instagram e curta nossa página no Facebook para ficar por dentro das últimas novidades, promoções e dicas do universo industrial: Visitar Instagram | Visitar Facebook

Veja também:

Related Posts

O que achou do conteúdo? Deixe aqui sue comentário.